A crescente demanda por alternativas à carne tem estimulado a produção de proteínas vegetais texturizadas. As opções que incluem soja, ervilha e trigo devem registrar crescimento global de pelo menos 37% até 2025, segundo pesquisa da Markets and Markets.
Ou seja, de um mercado que hoje movimenta o equivalente a R$ 6,1 bilhões, a previsão para 2025 é de mais de R$ 8,33 bilhões, com taxa de crescimento anual composta de 6,2%.
Hoje as proteínas vegetais texturizadas são oferecidas em diferentes formatos – fatias, flocos e grânulos; e, além do mercado de carnes vegetais, sua utilização também cresce na elaboração de cereais e snacks livres de ingredientes de origem animal.
“Cereais e snacks representam uma parcela crescente do mercado de proteínas texturizadas. O aumento da demanda por alimentos vegetais e alternativas veganas levou os fabricantes a adotarem a aplicação de proteínas texturizadas em áreas adicionais”, informa o relatório.
Vale acrescentar também que estão sendo utilizadas como ingredientes no desenvolvimento de muitos búrgueres vegetais que imitam carne.
“Fatores como preferência do consumidor e interesse por fontes de proteína vegetal, devido ao seu perfil nutricional, inclinação para uma alimentação ‘mais limpa’, aumento das preocupações com a saúde e com o meio ambiente, bem como com o bem-estar animal, têm resultado no crescimento da demanda por carnes vegetais e ingredientes como proteína vegetal texturizada”, destaca o relatório.
A proteína texturizada de soja ainda lidera esse mercado, até por já ser mais conhecida dos consumidores e também por ser de fácil disponibilidade, acesso e conservação, além do baixo teor calórico e de gordura.
No entanto, alguns pontos ainda impedem que o mercado de proteínas vegetais texturizadas cresça ainda mais – como a complexidade do processamento para extração da proteína dos vegetais, assim como alergias associadas a algumas fontes de proteína vegetal, como soja e trigo.
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