Quando se fala em proteína de ervilha, é comum a associação com suplementos alimentares para veganos e vegetarianos. No entanto, a realidade atual mostra que essa é uma percepção limitada.
O uso da proteína de ervilha tem se tornado cada vez mais comum no enriquecimento de produtos industrializados, com destaque para alimentos à base de vegetais que imitam produtos de origem animal.
A proteína de ervilha tem agregado valor aos produtos desenvolvidos com a finalidade de atrair também consumidores de carne. A justificativa é simples. Além de tornar os alimentos proteicos, a matéria-prima, que possui textura seca, ganha um aspecto semelhante ao da carne após processo de hidratação.
Não é à toa que se tornou um dos ingredientes mais importantes dos produtos lançados no mercado por startups que estão fazendo sucesso na América do Norte, como Beyond Meat e Impossible Foods, mais conhecidas por seus hambúrgueres vegetais. No Brasil, quem está trilhando caminho semelhante na valorização da proteína de ervilha é a Fazenda Futuro, que lança sua linguiça vegetal em abril.
Esses fatores a tornam uma matéria-prima bastante atrativa e mais ainda conforme essas empresas ampliem suas produções e outras também ingressem nesse mercado – o que também favorece o preço para o consumidor final. Também é importante que haja um constante aperfeiçoamento e melhora na cadeia de desenvolvimento porque disso depende a redução de custos.
Com previsão de crescimento sem precedentes para os próximos anos, a proteína de ervilha deve valer R$ 6,7 bilhões até 2025, com taxa de crescimento anual composta de 13,5%, segundo a empresa de pesquisa global de mercado Markets and Markets.
Isso significa um grande crescimento, principalmente em comparação com a previsão de R$ 3,58 bilhões para 2020. Outro ponto favorável é que a proteína de ervilha tem grande quantidade de aminoácidos e melhores níveis de lisina e glutamina do que outras proteínas de origem vegetal, além de fibras solúveis e insolúveis.
No ano passado,a Bloomberg já havia divulgado que a demanda por proteína à base de vegetais elevou a produção de ervilhas em pelo menos 20% nos Estados Unidos e Canadá, apontando que se trata de uma tendência mundial.
De acordo com informações da NutriScience Solutions, empresa canadense que é referência internacional em ciência e tecnologia de alimentos, o consumo global de proteínas à base de plantas deve duplicar até 2025 – subindo dos atuais oito bilhões de toneladas por ano para 16,3 bilhões de toneladas.
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Muito interessante a matéria, fiquei com um questionamento: quais são os incentivos fiscais que o Brasil está prometendo para atrair as indústrias do ramo para cá ou para o surgimento de oportunidades no mercado nacional?