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Carne à base de plantas deve gerar lucro de US$ 1 bi nos EUA

Carne à base de plantas da Beyond Meat, uma das empresas de maior destaque no ramo nos EUA (Foto: Divulgação/Beyond Meat)

As alternativas que surgiram e estão surgindo em substituição à carne têm um cenário bastante promissor nos Estados Unidos em 2020. A projeção do Good Food Institute (GFI) para este ano é de lucro de um bilhão de dólares – e como resultado do crescente interesse do consumidor por opções que imitam a carne animal, mas que são baseadas em vegetais.

Depois que empresas como a Beyond Meat e a Impossible Foods lançaram seus produtos no mercado norte-americano, encontrando o seu próprio nicho não apenas entre veganos e vegetarianos, mas também entre consumidores que ainda se alimentam de animais, a concorrência está aumentando de forma considerável, com grandes indústrias de alimentos criando suas próprias versões de carnes à base de plantas.

E claro, isso tem se expandido por diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Não é difícil notar que essas grandes empresas perceberam que esses produtos realmente vieram para ficar e por diversos fatores, que vão desde a recusa em se alimentar de animais até preocupações com o meio ambiente e utilização de recursos naturais.

Além disso, se o produto agradar o paladar dos consumidores de carne, eles terão mais um motivo para considerarem uma mudança em seus hábitos alimentares. Até porque não é novidade que há empresas dedicadas a esse segmento que estão usando ingredientes à base de plantas para criar imitações convincentes de alimentos de origem animal que possam fazer com que grandes consumidores de carne se tornem consumidores de produtos de origem vegetal.

Há um claro entendimento de que é mais fácil uma empresa criar um produto que se adapte ao paladar do consumidor do que o oposto, e principalmente se esse consumidor é mais resistente às mudanças quando considera como prioridades critérios como sabor e textura. E ao se aproximar do paladar do consumidor, essas empresas também ampliam sua capacidade de alcançar o maior número possível de pessoas.

Exemplo clássico dessa realidade são as “pegadinhas” em que aqueles que se dizem grandes consumidores de carne são convidados a experimentar um produto de origem vegetal e ao final se surpreendem ao sabor que não estavam consumindo algo baseado em carne. E esta, sem dúvida, é a intenção de quem investe especificamente nesse mercado.

David Arioch

Jornalista (MTB: 10612/PR), mestre em Estudos Culturais (UFMS) com foco em pesquisa sobre veganismo e fundador da Vegazeta.

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